O céu (não) é o limite | O que está acontecendo na ciência e astronomia (15/05/2018)

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Terça é dia de ciência e astronomia aqui no Tekbanda! Hoje trazemos mais um apanhado com as notícias mais interessantes que rolaram nessas áreas durante a última semana, para você ficar bem informado e também se maravilhar com os avanços científicos mais recentes desse nosso mundão (e além).

Efeito estufa batendo recorde

Infelizmente, a primeira notícia da coluna de hoje não faz parte das maravilhas da ciência. É que o nível dos gases que promovem o efeito estufa em nossa atmosfera bateram um recorde para lá de preocupante, ultrapassando a marca de 410 partes por milhão. Isso mostra que, mesmo com os avanços no ganho de energias renováveis, o efeito estufa ainda é pauta urgente, uma vez que isso aumenta a chance de sofrermos com eventos climáticos catastróficos.

Plutão, o injustiçado

Plutão deixou de ser um planeta de verdade, sendo rebaixado à categoria de planeta-anão em 2006. Desde então, muito se discute quanto à decisão da União Astronômica Internacional e, agora, especialistas da missão New Horizons, junto a Kirby Runyon, da Universidade Johns Hopkins, estão encabeçando a ideia de se reformular a classificação oficial de o que é um planeta, a fim de elevar Plutão novamente.

“Querida Terra, obrigado por visitar. Com amor, Plutão”

Só que, de acordo com a sugestão de Runyon, a nova classificação faria com que as luas do Sistema Solar também se tornassem planetas, bem como mais de 100 objetos do Cinturão de Kuiper. Então, nada de comemorar o retorno de Plutão à classe privilegiada do nosso sistema por enquanto: ainda há muito o que se debater antes que isso aconteça.

Vírus de 7 mil anos ressuscitado

Pesquisadores conseguiram o feito histórico de isolar o material genético de um vírus de hepatite B encontrado em restos mortais de humanos pré-históricos, datados de 7 mil anos atrás, ressuscitando o vírus para estudos. A ideia, aqui, seria comparar a doença pré-histórica com suas versões atuais, entendendo melhor as mutações que o vírus sofreu ao longo de todo esse tempo.

Ouvindo os aliens

A radioastronomia não é nenhuma novidade, e o projeto SETI vem ouvindo sinais de rádio vindos do espaço há um bom tempo, em busca daqueles que não são emitidos naturalmente, indicando que poderiam ter vindo de civilizações alienígenas tecnologicamente evoluídas. Mas, agora, o projeto Breakthrough Listen, do bilionário russo Yuri Milner, está dando um passo além: eles querem ouvir sinais vindos de um milhão de estrelas para impulsionar essa busca e, quem sabe, anunciar a descoberta de que há vida inteligente fora da Terra.

Montanha se move após explosão de bomba nuclear

A Coreia do Norte decidiu explodir uma bomba nuclear no interior de uma montanha. Acontece que, após a detonação, cientistas observaram que a tal montanha acabou se movendo a mais de 3,5 metros. Isso foi possível ao comparar imagens de satélites da montanha em questão, com cenas de antes e depois da explosão.

Manipulando memórias

Há muito sonhamos com a capacidade de se apagar memórias indesejadas, bem como transferir memórias de uma pessoa a outra. E o que, até então, faz parte somente da ficção científica, já está começando a acontecer no mundo real – ao menos experimentalmente. É que biólogos conseguiram transferir memórias entre um caracol marítimo e outro, ao injetar o RNA de um no parceiro.

Com isso, os pesquisadores pretendem descobrir maneiras de se manipular memórias traumáticas usando o RNA, bem como restaurar memórias aparentemente perdidas.

Exoplaneta confirmado em 2015 pode não existir

Nem só de vitórias vive a astronomia: é preciso reconhecer erros, também. Acontece que o Kepler-452b, exoplaneta descoberto em 2015 que seria similar à Terra, pode, na verdade, não existir. Novas informações indicam que a variação no brilho da estrela, que indicou a passagem do planeta em sua órbita, pode ter sido um falso positivo. No momento, os cientistas que estudam os dados do telescópio espacial Kepler disseram que as chances de o Kepler-452b realmente existir são de “mais de 50%, mas menos de 90%”.

Arte da NASA mostra como seria o Kepler-452b em comparação com a Terra

Orelha “nascendo” em um braço

Já vimos notícias sobre orelhas sendo criadas nas costas de ratos, mas, agora, uma orelha está sendo “fabricada” no braço de uma mulher. Ela, que perdeu tal parte do corpo em um acidente de carro, receberá o implante de uma nova cartilagem que está “nascendo” em seu próprio antebraço.

Falcon 9 turbinado e pronto para o futuro

A SpaceX conseguiu um novo marco histórico. É que seu foguete reutilizável, o Falcon 9, foi turbinado com a modificação Block 5, e seu lançamento no último dia 11 foi bem-sucedido. Levando ao espaço o primeiro satélite de comunicação de Bangladesh, o foguete marcou o 25º retorno de sucesso da companhia de Elon Musk.

E a NASA deverá se beneficiar bastante com o feito de Musk, já que pretende usar um Falcon 9 com Block 5 para enviar astronautas à Estação Espacial Internacional em um futuro próximo. Vale ressaltar que o envio de um foguete deste, novo, custa US$ 60 milhões, mas, ao optar por um reutilizado, o custo cai para US$ 50 milhões.

Identificadas as células da ansiedade no cérebro

Pesquisadores conseguiram identificar a base cerebral no que diz respeito aos transtornos de ansiedade, descobrindo quais células regulam essa emoção no hipocampo. A ideia é, com novos estudos, conseguir controlar o problema em pacientes reais, em um futuro não muito distante.

Água na lua Europa, de Júpiter

A missão Galileu, em 1997, identificou plumas de água sendo jorradas da superfície de Europa, uma das luas de Júpiter, Acontece que esses dados específicos da missão ficaram sob embargo por todo esse tempo, mas, agora, tudo foi revelado com o intuito de tornar a missão Europa Clipper uma realidade.

A NASA pretende enviar a missão ao satélite joviano em 2020, sendo que a nave não precisará exatamente pousar na superfície, orbitando Europa para colher amostras dos jatos líquidos e, então, descobrir exatamente o que existe abaixo de sua crosta congelada. Quem sabe não há vida no Sistema Solar além da Terra, não é mesmo?

É assim que a NASA imagina que sejam os gêiseres de Europa

Polvos são alienígenas?

De acordo com um estudo conduzido por 33 cientistas, polvos podem ter surgido na Terra graças a ovos congelados que teriam vindo do espaço para cá há centenas de milhares de anos, sendo, portanto, de origem alienígena.

O estudo sugere uma outra explicação para a explosão de vida que ocorreu na Terra no Período Cambriano, indicando que, naquela época, o planeta pode ter sido bombardeado por nuvens de moléculas orgânicas vindas do espaço. Mas, voltando aos polvos, os animais foram tidos como “alienígenas” porque seu genoma mostra uma complexidade extrema, muito maior do que nos humanos. E vale lembrar que esses moluscos marinhos têm um cérebro grande, com um sofisticado sistema nervoso, contando, ainda, com olhos complexos, corpos flexíveis e habilidades superiores às dos colegas marítimos, sendo os polvos os animais não-vertebrados mais inteligentes do planeta.

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